segunda-feira, 13 de junho de 2016

Declaração de amor do século XIX

       



 Diva, de José de Alencar – Declaração de amor de Emília para Augusto
— Eu te amo, Augusto! Depois continuou repetindo uma e muitas vezes a mesma frase, como se estudasse uma modulação de voz que pudesse exprimir quanto havia de sublime naquele grito d'alma.  — Sim! Eu te amo!... Eu te amo!... Eram as notas da celeste harmonia que seu coração vibrava, como o rouxinol canta na primavera e as harpas eólias ressoam ao sopro de Deus. Quando ela desafogou sua alma desta exuberância da paixão, falei-lhe : — Mas reflita, Emília. A que nos levará esse amor?  — Não sei!... respondeu-me com indefinível candura.- O que sei é que te amo!... Tu não és só o árbitro supremo de minha alma, és o motor de minha vida, meu pensamento e minha vontade. És tu que deves pensar e querer por mim... Eu?... Eu te pertenço; sou uma coisa tua. Podes conservá-la ou destruí-la; podes fazer dela tua mulher ou tua escrava!... É o teu direito e o meu destino. Só o que tu não podes em mim, é fazer que eu não te ame!... Enfim, Paulo, eu ainda a amava!... Ela é minha mulher.

Fonte do texto:http://listasliterarias.blogspot.com.br/2013/01/10-dos-momentos-mais-apaixonantes-da.html

Fonte da imagem: http://listasliterarias.blogspot.com.br/2013/01/10-dos-momentos-mais-apaixonantes-da.html

Postado  por: Mariana Nunes & Isadora Xavier 

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